
Todos os personagens do mundinho estão lá: do estilista, (uma versão de John Galliano, interpretado pelo francês Simon Abkarian), passando pelo empresário que é dono da marca até a simples e tímida camareira. O casting também é tremendo. Judi Dench é a temida e hilária crítica de moda, que dispara frases como "moda não é arte, é pornografia". E Jude Law, depilado e irreconhecível, está incrível no papel da drag queen Minx.
Na confusão que se torna o desfile após a morte da modelo, Potter quer refletir a revolução tecnológica que tanto se discute hoje na moda. E acaba mostrando muito, sem exibir uma peça de roupa sequer.
Enquanto o blogueiro publica, sem pedir permissão, tudo o que vê, acaba causando uma balbúrdia muito maior. De um lado, parte dos personagens se coloca contra os novos formatos de mídia. Do outro, a irresponsabilidade do adolescente cria uma guerra acidental. Do jeitinho que acontece hoje, não?
Revolucionando
Rage não inova só na linguagem minimalista do cinema. Chamou a atenção também pela produção, absurdamente barata, e pela distribuição experimental. As salas de cinema não são prioridade para a diretora, que estreou o filme via celular, para quem quisesse assistir. Tudo a ver: Rage é construído como se tivesse sido filmado com uma câmera de telefone.
Mesmo antes de chegar às telonas, o filme já está sendo vendido em DVD e disponibilizado no site Babelgum. Apesar de a íntegra ser bloqueada para os brasileiros, lá dá para assistir alguns trechinhos de Rage. E torcer para que chegue logo as telonas brasileiras!!!
Vi!!!
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