quarta-feira, 10 de novembro de 2010

Paulistana por opção!!

Porque acabei de chegar no meu ninho paulistano querido, então vou repassar um texto, melhor, uma declaração de amor a São Paulo feita pelo Dj Zé Pedro!!!
Faço minhas e das outras meninas as palavras dele...:

E de repente o meu amor me disse: vamos comemorar o nosso primeiro mês de namoro no restaurante do Terraço Itália ? E foi aí que a minha ficha caiu. Eu nunca tinha visitado esse cartão postal da cidade de São Paulo. E foi indescritivel. Debaixo de um céu estrelado e de frente para um mundo de prédios iluminados, nós celebramos o nosso encontro.
São Paulo é minha cidade natal. Não porque eu nasci nela, mas pela decisão de viver aqui mesmo antes de trazer minha bagagem definitiva. Minha certidão de nascimento só não foi outorgada num cartório da Praça da Sé porque a cegonha se enganou. Desde a adolescência que eu juntava meus trocados, pegava um ónibus e passava meus finais de semana na paulicéia desvairada. Eu me sentia moderno, cosmopolita, e voltava para o Rio de Janeiro contando minhas vantagens: passei pelo Madame Satã, comi no restaurante do Masp, comprei discos na Baratos Afins. E apesar de estar usando somente verbos no passado, minha paixão por São Paulo é sempre atual. A cidade se renova em propostas culturais, lugares inusitados, restaurantes deliciosos e livrarias sedutoras. E tem os meninos e as meninas da cidade. A juventude paulistana frequenta a noite como quem sabe, que durante o dia, as horas são exclusivas para o trabalho e estudo. E não tem barzinho vazio. E as discotecas explodem. E as ruas entopem de carros como se não houvesse amanhã. E eu faço parte de tudo isso e adoro.
Todas essas minhas certezas e lembranças foram iluminadas ontem quando o relógio bateu meia–noite e eu estava no quadragésimo primeiro andar do prédio mais emblemático da cidade, o Edifício Itália. Dali eu avistei minha avenida preferida chamada Paulista,  todas as Marginais e suas luzes, o imenso relógio digital do Conjunto Nacional e  os ilustres moradores do Copan em seus apartamentos. Lá dentro, o restaurante cercado de vidro por todos os lados, tem o charme de um bistrô francês: garçons educados e atentos, comida sofisticada na dose certa e pessoas interessantes em volta. Um pianista tocando lindas canções levou minha mente para outros tempos dessa cidade quando, nesse mesmo restaurante, no reveillon de 1967, Chico Buarque e MPB-4 fizeram o show da virada para o público ali presente. Que tempo bom que não volta nunca mais.
E foi assim que peguei meu amor pela mão e fomos para a varanda contemplar, em silêncio, a vida dessa grande metrópole passar lá embaixo. Eu adorei e quero voltar. Eu amo São Paulo e aqui quero ficar.
Ei de sentar ai um dia, Terraço Itália!


Beijos
Beijos
Bia

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